Dia desses, eu lia na internet uma
notícia sobre o Rio Amarelo, na China, que dizia que a existência deste está
ameaçada por ele eventualmente não conseguir mais chegar até o mar.
Pensei comigo mesmo: “Deve ser muito
triste para um rio não conseguir mais encontrar o mar”...
Daí eu pensei um pouco mais: nós somos
como rios, e não há nada mais triste do que alguém acabar antes de morrer. Ver-se
senescer, não só fisicamente (O que é relutado, mas perfeitamente justo, visto
que é uma condição que iguala todos), mas ver suas alegrias esvaídas e a sua
voz não mais alcançar ouvidos e retornar num eco triste.
Acho que deveria haver uma lei, não
oficial nem escrita em papel algum, mas moral, para que todos ditos ou
acreditados “jovens” devessem visitar um asilo de vez em quando. Que fossem
desafiados a entender, sentir e se colocar no lugar daqueles que agora caminham
lento, olham cansado e carregam consigo uma lição aprendida e vivida.
Talvez seja uma maneira de nós, tão
presos ao presente, olharmos um pouco pro nosso passado... Ou quem sabe nosso futuro...
Espero que um dia, mesmo sendo um rio cansado,
que se alguém cavucar possa encontrar um córrego de esperança correndo ainda...
Para o mar...